Portugal e a volta do Campismo após a Covid-19

Campings no Algarve começam a abrir mas o verão é incerto

Os primeiros clientes pós reabertura já começaram a chegar aos parques e são esperados mais até ao fim de semana, dizem os operadores. 

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Os parques de campismo no Algarve começaram a abrir esta semana ao público, com os cuidados exigidos pelas normas de segurança para combater a pandemia de covid-19, mas cientes de que este deverá ser um verão mais fraco.

Os três parques da Orbitur na região já estão funcionando desde 20 de Maio, e os 15 pertencentes à Associação dos Parques de Campismo do Alentejo e Algarve (APCAA) a partir do dia 27 de maio.

“Temos sido contatados por vários clientes que querem saber quais medidas estão a ser tomadas e, após a explicação, mostram-se confiantes e efetivam a reserva”, revelou à Lusa a gerente do parque campismo Valverde (Orbitur) na Praia da Luz, no distrito de Lagos.

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Os primeiros clientes após a reabertura “já chegaram e são esperados mais até ao fim de semana”, o que deixa Teresa Neto otimista quanto ao próximo Verão, apesar de saber que a ocupação estará “longe dos valores do ano passado”.

Considerando que “as pessoas estão ansiosas para sair de casa”, a gerente espera, por isso, “uma maior procura” por parte dos portugueses, mesmo só podendo oferecer dois terços da ocupação total do parque.

Durante o estado de emergência houve cancelamentos de reservas para Maio e Junho, mas “mantiveram-se muitas” para Julho e Agosto, disse Teresa Neto, acrescentando que as novas marcações que tem recebido para o próximo mês são tanto de estrangeiros como de portugueses.

A dimensão do parque “permite um espaçamento entre as pessoas, o que é uma grande vantagem”, e a adesão ao selo “Safe & Clean” dá garantias a nível da “limpeza e higienização dos balneários, após cada utilização”, destacou.

Apenas a sala de convívio, o parque infantil, a piscina e o restaurante “ainda se encontram fechados”, aguardando o “delinear das medidas a adotar” para poderem ser abertos em segurança.

“Este é um período ocupado em 90% por clientes estrangeiros e só em Julho e Agosto é que vêm os clientes portugueses”, revelou Joaquim Lourenço.

Para Joaquim Lourenço, o caravanismo fora dos espaços legais merece “uma atenção especial das autoridades”, destacando que “só dessa forma poderá haver mais clientes estrangeiros em Junho”.

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O dirigente destacou que a informação para a abertura em 18 de Maio “só chegou no fim-de-semana passado” e a existência de trabalhadores em regime de lay-off implica uma obrigação legal de reinício da atividade “num período de oito dias” para seja possível manter “alguns dos trabalhadores nesse regime”, já que a “lotação terá de ser reduzida em um terço”.

Para a associação, “era importante que o Ministério da Educação tivesse uma visão construtiva do setor do turismo, que representa 17% do PIB nacional”, destacando que os profissionais de saúde e agentes do governo “conseguem colocar os seus filhos na escola”, já os do turismo “têm de ficar com eles em casa com ensino à distância, sem poder preparar o período turístico”.

Fonte: Lusa-PT

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