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Lagos e Portimão no Algarve. A natureza em destaque

algarve-a-natureza-em-destaque-na-costa-portuguesajulho/2017 – nossa expectativa era grande, mas foi plenamente atendida. A beleza da orla do Algarve é exuberante.
Não fosse o inverno rigoroso, seria aqui que fincaríamos a nossa bandeira. Viemos de Lisboa para Lagos de ônibus da empresa EVA , €20,00/R$76,00 (3h45min).
Em Lagos ficamos hospedados no Hotel Riomar, em promoção garimpada pelo Booking.com, ao custo de €156,48/R$594,00 por 3 noites. A diária de casal saiu por €51,00/R$194,00. Veja mais… >>>

Uma cama de campismo com mais de 3000 anos

tutankamon-2julho/2017 – Tutankamon parece ter sido o primeiro campista a dormir numa cama dobrável, quando se via forçado a pernoitar fora de sua residência.
A cama articulada, considerada uma “pequena maravilha técnica”, foi descoberta em 1922 e somente agora foi amplamente analisada.
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Lisboa, a terra dos patrícios. Estamos em casa.

brasao-lisboajunho/2017 – Lisboa está tão na moda, que já se tornou o novo sonho da classe média brasileira. Daí se dizer que, “nos sentimos em casa”, seja pela língua comum, seja pela presença maciça de turistas e residentes brasileiros.
Não viemos direto do Brasil para cá. Os custos aéreos estavam absurdos. Decidimos pousar em Madrid-ES, economizando mais de R$4000,00. Com essa economia, passamos ótimos 10 dias passeando pela Espanha.
Mas aqui estamos, na terra de nossos patrícios queridos e é dela que vamos falar a partir de agora, iniciando por Lisboa. Veja mais… >>>

Granada e Alhambra na Espanha, o que vimos e o que fizemos por lá

brasao-de-granada-espanhajunho/2017 – Granada e Alhambra foi nossa última cidade visitada na Espanha. A história diz que foi capital dos reinos muçulmanos de Zirida e Nasrida (séculos XI a XV). Foi conquistada pelos Reis Católicos em 1492.
É hoje um importante centro histórico, tendo como destaque Alhambra, o Jardim do Generalife e o bairro do Albacín. Todos classificados como Patrimônio da Humanidade (1984). O mais antigo vestígio de civilização encontrada em Granada data do século VII a.C.
Viemos de trem de Sevilha (€30,15/R$114,57). A viagem leva 2h40min, até Antequera (Málaga), onde é feita uma baldeação para ônibus, que em mais 1 hora alcança Granada. Veja mais… >>>

Parque de Campismo Vila Flor em Portugal

logo-vila-florjunho/2017o Parque de Campismo Vila Flor, situado no nordeste Transmontano, registrou mais de 40 mil pernoites no verão de 2016. Para este ano são esperados mais de 50 mil, em 17 diferentes nacionalidades.
A estrutura tem mais de 30 anos de existência. Passou por diversas melhorias, principalmente na área de parque. O espaço é praticamente completo.
Conta com várias piscinas, quadras de tênis, campo gramado em medidas oficiais de futebol, restaurante, bar, mercado, ampla área de estacionamento, parque completo com a presença de animais, parque infantil e o incrível espelho d´água da barragem Peneireiro. Veja mais… >>>

Sevilha na Espanha, o que vimos e o que fizemos por lá

brasao-de-sevilha-roundjunho/2017 – Sevilha fica no sul da Espanha. É a capital da Andaluzia. Linda, grandiosa e histórica. É a quarta maior cidade espanhola.
Já foi habitada por Fenícios, Gregos, Romanos e Árabes. O rio Guadalquivir. que hoje corta a cidade, foi o ponto de partida da expedição de Cristóvão Colombo a caminho da América.
O clima é mediterrâneo, com temperatura média anual de 18,6ºC. É uma das mais quentes cidades da Europa, chegando-se com facilidade aos 40ºC no verão.
Chove pouco. Conta com 52 dias de chuva por ano. Feitas as apresentações, vamos conhecer essa linda cidade juntos? >>>

Madrid, o que vimos e o que fizemos por lá

Escudo-Madridjunho/2017 – Fizemos um bate-volta em Madrid, a partir de Toledo. Pegamos o trem (€12,90/R$49,00) em Toledo às 10:25 e às 10:59 já estávamos em Madrid.
A primeira providência tomada foi comprar os tickets para o City Tour (€19,00/R$72,00). É a melhor forma de se ter uma visão geral da cidade. Você pode usar o ônibus quantas vezes desejar, saltando e retomando o passeio à partir dos pontos de embarque e desembarque. O áudio é oferecido em 16 diferentes línguas.
Existem 2 rotas distintas (Madrid Histórico e Madrid Moderno). Nós fizemos a rota histórica, por incluir a Plaza Mayor, a Plaza de España, o Jardim Botânico, Museo del Prado e o incrível Mercado de San Miguel, parada obrigatória e ponto de encontro com os turistas do mundo todo. Veja mais… >>>

Inverno - 5 campings para aproveitar a estação gelada

sinal_de_acampamento_de_inverno

junho/2017– O inverno nem chegou e já estamos enfrentando temperaturas abaixo de zero no sul e sudeste do Brasil.
Acampar nestes tempos pode conferir muito charme e prazer aos campistas, mas também alguns perrengues para aqueles que se deixam pegar despreparados.
A máxima que diz:
NÃO EXISTE FRIO, EXISTE EQUIPAMENTO INADEQUADO”,
é a mais pura verdade e, ver-se aprisionado numa situação difícil, pode ser muito traumático. Dentre os campings que já visitamos, selecionamos 5 deles (até 300kms do Rio de Janeiro), para sugerir uma investida neste inverno. Alguns ainda planejam atividades típicas da estação, como as deliciosas festas juninas e julinas. Veja mais… >>>

VQQ Amigos Campistas no CCB dos 500

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abril/2016 - Ocorreu neste feriado prolongado de Tiradentes o 1º Encontro Oficial dos “Amigos Campistas”, nas instalações do CCB do Clube dos 500 em Guaratinguetá. O “Amigos Campistas” nasceu e cresceu organicamente, com a adesão espontânea dos amantes do campismo e do caravanismo. Não se intitula como grupo, associação ou clube. Imune às políticas de poder e hierarquia comuns nesta forma de agrupamento, demonstrou que quando as energias estão focadas no bem comum, o sucesso é garantido. Veja mais… […]

Aluguel de Equipamentos para Campismo

barraca-trilhas-e-rumos-cota-2

abril/2017 – Uma opção pouco trabalhada no comércio campista é a locação de barracas e acessórios.
Essa possibilidade dá ao campista novato a oportunidade de estabelecer o primeiro contato com o campismo sem a necessidade de grandes investimentos.
A loja TOPSPIN de Teresópolis está alugando barracas, sacos de dormir, isolantes térmicos e mochilas. Um conjunto completo para você iniciar um novo estilo de vida. Veja mais… […]

Visconde de Mauá, Maringá e Maromba no Rio de Janeiro

visconde-de-maua-em-2-rodas

relembrando 2003 e 2009 – nossa paixão pela região de Visconde de Mauá, Maromba e Maringá é antiga. Chegamos mesmo a manter um chalé alugado pelo ano inteiro em Maringá.
Seja no inverno ou no verão, o charme do lugar é o maior atrativo. A natureza, representada pelas muitas e lindas cachoeiras, é a razão principal da grande procura pelos turistas do Rio de Janeiro, Minas e São Paulo. Veja mais… […]

Campings e Áreas de Estacionamento na Europa


ESPANHA
Onde Nome do Lugar Avaliação Última Visita
Granada Camping Motel Sierra Nevada Nossa Opinião e Fotos maio/2017
Madrid Camping Osuna Nossa Opinião e Fotos maio/2017
Sevilha Camping Villsom Nossa Opinião e Fotos maio/2017
Toledo Camping El Greco Nossa Opinião e Fotos maio/2017
Estacionamento para Motorcasa (MH) e Trailer Nossa Opinião e Fotos maio/2017


HOLANDA
Onde Nome do Lugar Avaliação Última Visita
Amsterdam Lucky Lake Hostel Nossa Opinião e Fotos janeiro/2017

PORTUGAL
Onde Nome do Lugar Avaliação Última Visita
Lagos Camping Turiscampo Nossa Opinião e Fotos junho/2017
Lisboa Camping Lisboa e Bungalows Nossa Opinião e Fotos junho/2017
Vila Flor Parque de Campismo Vila Flor – Bragança Nossa Opinião e Fotos junho/2017


Para ver os campings visitados no Brasil,
clique aqui.
Para ver os campings visitados na América do Sul, clique aqui.
Para ver o mapa com os campings visitados, clique aqui.

Viajar muda a sua vida como poucas coisas podem mudar.
Viajar vai te colocar em lugares que te forçarão a pensar em questões muito maiores.
Você vai começar a entender que o mundo é, ao mesmo tempo, muito grande e muito pequeno.
Você terá mais respeito pela dor e sofrimento, visto que dois terços da humanidade lutam para simplesmente garantir uma refeição a cada dia.

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Aluguel de Motorhome e Trailer no Brasil

motorhome-aluguel-vandaojaneiro/2017agora você pode alugar um motorhome (motorcasa) aqui, no Brasil.
O Vandão é o primeiro empreendimento que, de fato, tem estrutura e equipamentos adequados para oferecer a quem deseja, a primeira experiência dentro do caravanismo. Via de regra, quem aluga, logo se propõe a ser um proprietário. O interessado pode experimentar as 2 formas (motorcasa ou trailer) e sair rodando pelo país e até América do Sul.

Os equipamentos disponíveis atualmente são os abaixo. Clique nas fotos para ver o descritivo de cada um diretamente no site do Vandão.

Otium-3-passageirosPACIS-4-passageiros
AZADI-4-passageirosGENIUS-6-passageiros
DOMUS-4-pessoas

A liberdade de poder, você mesmo sair dirigindo, com CNH categoria B, qualquer um dos equipamentos acima é o diferencial. A despesa com motorista, muitas vezes inviabiliza a viagem e tira a privacidade que se busca.

Venha para o mundo do caravanismo vivendo na sua plenitude a experiência proporcionada, agora, pelo Vandão. Faça contato e veja como está a agenda de locação do modelo de sua escolha. O Vandão fica na cidade de Salto em SP. Antecipe-se.

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CNH B – O que podemos conduzir nesta categoria e nas demais?
Quem pode dirigir Motorcasa? Quem pode rebocar trailer?
Campings no Brasil e na América do Sul

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Caravanistas do norte da Europa descem para o Alentejo

Castro-Verde

dezembro/2016 – o frio está deslocando os turistas da Finlândia, Holanda, Reino Unido, Irlanda, Noruega, Dinamarca,… para o clima mais agradável da região do Alentejo, em Portugal.
A temperatura média nessa época do ano na vila de Castro Verde é de 16ºC durante o dia. O Parque de Campismo Municipal de Castro Verde recebe em média 4.500 campistas e caravanistas por ano. E pasmem..!!?? A diária de um motorcasa sai por R$13,30 mais R$9,50 por ocupante adulto, mais R$8,00 de energia (opcional). Ou seja, um casal em motorcasa paga a diária de R$40,00. Enquanto por aqui, os campings estão cobrando R$50,00 por pessoa, fora energia, na baixa temporada. Veja mais… […]

Horário de Silêncio nos campings

placa-aviso-horario-de-silencio

dezembro/2016 – estamos com as grandes festas logo na esquina do calendário. Natal, Ano Novo e a seguir o Carnaval. As áreas de campismo já estão reservando seus espaços buscando, se possível, lotação máxima.
Com isso, as chances de conflito são grandes e não muito raras. Os que enxergam o campismo como lazer, natureza, tranquilidade, paz e a tão esperada chance de se afastar do stress da vida na cidade contrapõem-se aos que entendem que o campismo é sinônimo de plena liberdade e isenção total às regras de boa vizinhança e convivência. Observe-se que as celebrações de Natal e Ano Novo, em família, nada tem em comum com as festas que viram madrugada sem limites. Eventos dessa monta devem ocorrer em espaço próprio, não no meio das barracas ou estacionamento de VR´s. Se você sabe do que estamos falando, continue a ler este artigo… […]

Portugal, caravanismo em foco

proibido-estacionar-trailers-e-mhs-sm

dezembro/2016 – Estacionamento irregular de motorhomes e trailers na Costa Vicentina está mobilizando os parques de campismo para criação de novas leis.
No rescaldo de um “verão caótico” com milhares de autocaravanas fora dos parques, o setor alerta para a fuga fiscal de €200 milhões (R$716 milhões) e quer ter “regras claras”.
Veja mais… […]

Ilha Grande – Angra dos Reis - RJ

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Relembrando março/2000 – Esta semana na Ilha Grande foi planejada para ser feita por trilhas e acampamentos, percorrendo toda a ilha. Fizemos uma programação baseada no circuito anti-horário, diferente do que normalmente é feito. No mapa, mais adiante no texto, está desenhado o circuito que realizamos com início e fim na Vila do Abraão.
Fica o aviso aos leitores que essa investida ocorreu no ano de 2000, quando era permitido acampar em quase toda a extensão da ilha. Hoje (2016), são poucas as áreas de camping permitidas e muitas praias estão com acesso bloqueado, em defesa do meio ambiente. Veja mais… […]

ilha-grande-circuito-trilha-1
Para obter este mapa em alta, clique aqui.

  • Vermelho – as trilhas que fizemos a pé
  • Roxo – as incursões “bate e volta” que fizemos após montar acampamento
  • Amarelo – deslocamentos embarcados
  • Magenta – acampamentos com pernoite

mochilas-arrumadas-para-11-dias-ilha-grande

Nossa estratégia previa levarmos tudo que fosse necessário, incluindo comida, para todos os dias. Não tínhamos certeza de onde poderíamos reabastecer.
Portanto, a carga foi mais do que a necessária, mesmo assim, muito bem arrumada dentro de 2 mochilas (obra da Gleidys).
De início, estávamos carregando 30 quilos cada um, que nos pareceu razoável a primeira vista. Dirigimos do Rio até Mangaratiba, onde estacionamos nosso carro em área paga, com alguma segurança incluída, muito embora tenham havido poucos casos de furtos, já que é certo que seus donos vão demorar muito para retornar. Conhecemos 4 opções para deixar o carro. Clique aqui, ligue, confira as tarifas e faça sua escolha.

Embarcamos para a travessia até a ilha, no cais de Mangaratiba. Hoje a operação é de responsabilidade da CCR. As barcas tem capacidade para até 500 passageiros, o valor da passagem atualmente (set/2016) é de R$15,00. Para saber os horários, clique aqui. Um projeto de ordenamento está em fase de licitação, que deve, à partir de janeiro/2018, cobrar pela entrada na ilha e limitar em até 500 mil visitantes ano.

primeiro-dia-ilha-grande

1º DIA – Chegamos em Abraão e fomos direto para o Camping do Palmas (amigo dos tempos do paraquedismo) que, aparentemente, não existe mais. Ali deixamos alguns itens desnecessários na trilha (chaves e documentos do carro,…).
Antes de iniciar nossa trilha, fizemos uma incursão bate-volta (6kms), para conhecer as ruínas do aqueduto e a cachoeira Feiticeira. O calor já deixou claro como seriam os dias que tínhamos pela frente. Nada mais adequado que começar com um bom banho de cachoeira.

aqueduto-ilha-grandecachoeira-veu-da-noiva-ilha-grande

Equipamos e seguimos para nosso primeiro acampamento, planejado para o lugar chamado de Saco do Céu (5,3kms). Hoje não é mais permitido acampamentos no lugar. Montamos barraca embaixo das árvores na praia de Fora. Existem outras como a da Caravela e do Amor. O lugar é rico em vida marinha e manguezais.

vista-do-saco-do-ceu-ilha-grandebanho-de-mar-saco-do-ceu

Ali viviam poucos moradores tendo a pesca como meio de sobrevivência. Hoje a economia é baseada no turismo, conta com energia elétrica, pequeno mercado, escola e posto de saúde. A gastronomia também é destaque atualmente. As águas  tranquilas, garantem a presença de muitas lanchas, barcos e veleiros de todo tamanho.

praia-de-fora-saco-do-ceu-ilha-grandeencontro-rio-e-mar-saco-do-ceu-ilha-grandeamizades-saco-do-ceu-ilha-grande

Um dos grandes prazeres da Ilha Grande é o frequente encontro da água doce com a salgada. Mantendo nossa prática de deixar amigos por onde passamos, registramos a hospitalidade de D. Teresa e sua filha Olívia. Até a próxima Saco do Céu.

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2º DIA – A trilha que pegamos não é oficial.  É usada pelos locais para cruzar direto para Bananal (5,5kms), sem fazer o contorno por Freguesia de Santana. Essa situação persiste até hoje.
Em razão da pouco ou quase nenhuma marcação, você precisa estar bem atento aos detalhes. Nessa época não tínhamos GPS ou celular com navegador. A orientação foi visual e por bússola. Essa trilha tem uma elevação de 280 metros por 5,5 kms de extensão e pode ser classificada de nível médio em esforço.

largada-do-segundo-dia-ilha-grandetrilha-entre-saco-do-ceu-e-bananal

Em Bananal alugamos um barco para visitar e mergulhar na Lagoa Azul (4,6kms) e relaxar da trilha que foi um pouco tensa por conta das incertezas de rumo.

de-barco-entre-bananal-e-lagoa-azullagoa-azul-mergulhando-ilha-grande

Na volta, seguimos de barco direto para Ubatubinha (8,3kms), onde pretendíamos acampar e passar a noite. Quando lá chegamos, fomos surpreendidos com um reduto de ricos com seus lanchões. Até para conseguirmos um atendimento respeitável no restaurante foi difícil. Depois de muito aguardar por uma cerveja, percebemos que não éramos bem recebidos ali. E de fato não nos sentimos bem. acampados-em-praia-longa
Mesmo com fome e cansados, reequipamos e tocamos adiante, até Praia Longa (2kms), onde pudemos ter tranquilidade para montar nossa barraca.
Ali tivemos paz e mais uma vez, tínhamos ao nosso lado um encontro de água doce com água do mar.
A Gleidys passou a noite preocupada com a possibilidade da maré subir e nos pegar de surpresa, já que a faixa de areia era muito curta. Por mais que essa hipótese estivesse mapeada e descartada, nada aliviou sua preocupação. oops

terceiro-dia-ilha-grande

3º DIA – Partimos para nosso terceiro dia, com o trajeto bem mais reduzido por conta da furada em Ubatubinha, relatado acima.
A trilha até Praia Grande de Araçatiba (2,6kms) ficou bem pequena, o que acabou sendo muito positivo pelas razões que contamos mais adiante.
Chegando em Praia Grande fomos muito bem recebidos pelos locais. Acampamos dentro do quintal de um morador, em frente a praia, com acesso a prato feito, banheiro e bom papo.

largada-do-terceiro-dia-ilha-grande

Como estávamos bem descansados, resolvemos fazer o bate volta à Gruta do Acaiá (4,6kms). Livres de peso, tocamos para nosso destino.
Não sabíamos que a subida para a gruta era muito puxada e com o sol de quase meio dia queimando o percurso sem qualquer sombra, chegamos bem desanimados com a expectativa da volta. Mas isso era assunto para depois.
O acesso à gruta é bem estreito. Você literalmente se espreme por entre as paredes para chegar até o fundo, onde pode ver o mar, abaixo de seu nível. Muito interessante.

gruta-do-acaia-ilha-grande

A turma da claustrofobia desiste da empreitada. A sensação é mesmo estranha, num ambiente apertado e de fuga lenta (se é que me entendem). sorriso largo Alguns mais preparados e talvez, cabeças ocas, se arriscam em atravessar por baixo da fenda e sair no mar em torno de 6 metros daveleiro-aracatiba-1 tona. Nada de incrível, mas já ocorreram fatalidades por conta da ansiedade e do pavor.
Hora de pensar na volta, que já começava com a subida até a entrada da gruta. Por sorte e, com certeza simpatia, fizemos amizade com uma família que estava ali de veleiro, vindos de Angra em férias. Isso nos rendeu uma carona de volta, muito especial, até Praia Grande (5,3kms). Lamentamos muito ter perdido os nomes e a referência dessa turma tão gente fina. Só nos sobrou esta foto. Desembarcamos mesmo na água. Nossos amigos seguiram viagem para a estranha Ubatubinha.
Aproveitamos o resto do dia na praia, gastando prosa com nossos anfitriões de Araçatiba. O jantar foi de muita cerveja e peixe frito (Araçatiba é um lugar de pescadores por profissão). Dormimos no nosso quintal bem protegido. Uma chuvinha de verão veio para tirar a maresia da barraca e deixar a noite mais fresca.

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4º DIA – Partimos cedo (sempre buscando ter tempo de sobra para contornar imprevistos) com destino a Praia de Provetá (3,7kms), onde fizemos uma visita rápida.
Provetá é hoje a segunda maior comunidade da Ilha Grande. A pesca  ainda é a principal atividade econômica, mas o turismo vem assumindo a sua importância ano a ano.

vista-de-proveta-do-alto-da-trilha

largada-do-quarto-dia-ilha-grande

Na praia de 500 metros ficam ancorados os maiores barcos pesqueiros de alto mar da região. Todo o pescado é descarregado em Angra dos Reis.
Com sol alto, tocamos para Aventureiro (3,1kms). Este trecho da trilha teve uma curiosidade adicional. O volume e a quantidade de cigarras deixavam alguns pontos quase que ensurdecedores.

Com o sol nos acompanhando todos os dias, nada como chegar numa praia linda como Aventureiro e desfrutar de uma cerveja bem gelada?

tradicional-coqueiro-deitado-em-aventureiroantarctica-chegando-bem-gelada

Em 2000, ano dessa nossa expedição, podíamos acampar diretamente na praia.
E este foi mais um de nossos campings diretos na areia.
Basta uma sombrinha disponível, embaixo da amendoeira. Logo nos instalamos e nos apossamos deste lugar abençoado pela natureza. Diz-se que Aventureiro conta hoje com 100 moradores fixos. Quando lá estivemos, em 2000, eram bem menos. Uma preciosidade que merece ser preservada.

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5º DIA – Tristes em deixar Aventureiro (merecia mais uns 2 dias), tocamos bem cedo no sentido de Parnaioca (9kms), nosso próximo destino e acampamento.
Contornamos os 600m do Costão do Demo (o nome tem origem na grande dificuldade de ser vencido com a maré alta ou ressacas) com cuidado. Estava bem lambido e escorregadio. A Gleidys relaxou no último lance de pedra e uppsss!! rindo

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Chegamos a linda Praia do Sul que é separada da Praia do Leste pelo Mangue Branco. Toda essa área é uma Reserva Biológica, que não pode mais ser acessada atualmente.
Todas as precauções objetivando proteger esse bioma são muito bem vindas. Em 2000 éramos poucos, mas já se notavam os maus hábitos alguns visitantes.
O Mangue Branco com suas águas quentes e cor coca cola, resultado da forte presença de matéria orgânica em decomposição, foi considerado em perigo, em razão da intensa e descontrolada visitação. Uma ação necessária em nome da preservação. O encontro de suas águas com o mar produz contrastes tonais e de temperatura deliciosos.

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No fim da Praia do Leste, inicia a trilha que leva à Parnaioca. Neste ponto encontramos um casal de franceses em pleno naturismo. Deixamos os dois na sua paz sensorial e subimos a trilha, pensando em comer somente no destino. A trilha, como todas, muito agradáveis de percorrer.

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Já em Parnaioca, fomos muito bem recebidos por um casal local (não temos mais os nomes), que nos arranjou um espaço para nossa barraca e ainda nos serviu um prato feito inesquecível, preparado em fogão a lenha (essa área de camping foi desmontada pelo IBAMA).

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Depois de banhos de mar e muita prosa, o cansaço dos quase 10kms de trilha do dia, pegou forte. Para quem pretende sair cedo é hora de apagar. Na foto abaixo, mais um lindo encontro de rio e mar.

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6º DIA – O planejamento inicial era de acampar em Dois Rios, ou em Lopes Mendes, mas algumas dificuldades acabaram por nos levar até Palmas. De Parnaioca a Dois Rios foram 6,8kms. Conhecemos as ruínas do presídio, sem dedicar muita atenção a um ambiente que não tem uma carga positiva de energia.

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Descemos até a praia e lá, sem atrativos que nos convencessem a ficar, decidimos tocar para Cachadaço (3,4kms) adiante, com todo o equipamento. Cachadaço é um enseada bem pequena, mas muito, muito especial, com presença constante de barcos que levam e trazem turistas.

cachadaco-ilha-grande-1cachadaco-ilha-grande-2

cachadaco-ilha-grande-3

Enquanto refrescamos decidimos o futuro de nosso dia. Achamos melhor seguir para Lopes Mendes num dos barcos. A hora já estava adiantada e a preguiça de subir a trilha de volta, muito erodida, nos convenceu. Conseguimos uma boa pechincha num barco que ainda tinha vagas e lá fomos para a praia de Lopes Mendes por água(3,4kms).

Praia Lopes Mendes - Ilha Grande

Nosso desembarque foi complicado. O barqueiro não quis atravessar a arrebentação.
Foi necessário usar nossas habilidades de cariocas para surfar os marolões sem molhar mochilas e equipamentos.

Ali, depois de apreciar a beleza do lugar, decidimos, mais uma vez, em tocar adiante até Palmas. Decisões que se baseiam em ambiente. fizemos uma avaliação dos vizinhos de acampamento que teríamos e julgamos apropriado não montar nossa tenda ali. Pelos cálculos, com mais 3kms de trilha (2 horas) chegaríamos no destino Palmas. E assim foi.

praia-do-pouso-ilha-grandevista-da-praia-de-palmas-do-alto-da-trilha

Atravessamos a Praia do Pouso (acima) e continuamos contornando o mar até ter a vista da Praia de Palmas. Chegamos no Camping Palmas já entardecendo. Ali sim tivemos tranquilidade para montar nossa barraca, tomar um bom banho e comemorar o dia longo.

camping-palmas-2camping-palmas-1

Aliás, pouco falamos de banhos. Sempre que acampamos fora de campings (praias) ,foi possível negociar um banho. Os valores foram mínimos e muito honestos. A comida e café fizemos usando nosso fogareiro à gás. Levamos 2 refis. Gastamos um deles totalmente e o segundo voltou quase novo.

largada-do-sexto-dia-ilha-grande

7 e 8º DIAS – Aproveitamos que nossa barraca estava bem protegida e a estrutura de camping, para descansar na Praia de Palmas por mais um dia.
Contabilizamos nossas andanças, fizemos anotações daquilo que ainda lembrávamos e decidimos seguir para Abraão de barco, já que a trilha por terra seria mínima.
Assim poderíamos contornar o pouco de costa que ainda estava a nossa frente.

enseada-de-palmas-ilha-grande

De Palmas para a Vila de Abraão (9,3kms) saem e chegam muitos barcos. Na manhã do 8º dia, recolhemos acampamento e subimos na traineira que nos levaria para Abraão, onde havíamos  reservado nosso cantinho no camping do amigo Palmas (muita coincidência de Palmas).

8-dia-deixando-palmas-de-barcocamping-amigo-palmas-em-abraao

praia-de-abraao-e-os-urubus

Ficamos mais um dia em Abraão, para conhecer um pouco da vila, já que na chegada (8 dias atrás) não foi possível. A impressão de desorganização, descontrole, muito cheiro de esgoto já eram notados. A praia não era própria para banho e muito disputada com nossos amigos alados. Não sei dizer hoje, mas naquele ano de 2000, Abraão tinha a função de entrada e saída somente.

Números e Estatísticas

Trilha 49,5 quilômetros em 7 dias. Média de 7,10 kms dia. Máximo dia 13,2 kms
Navegação 30,9 quilômetros em navegação costeira.
Acampamentos 7 acampamentos, sendo 5 selvagens (areia da praia).
Problemas e furadas

De uma forma geral não passamos por dificuldades que mereçam destaque.

  • A travessia de Saco do Céu para Bananal foi estressante pela falta de marcação. A mata fechada pode levar você a andar em círculos. Aprenda a usar uma bússola. Nos ajudou muito.
  • O preconceito com mochileiros, que passamos em Ubatubinha (reduto de “vulgos” milionários e suas lanchas e do comerciante local) nos levaram a alongar em muito o planejamento de caminhada do dia.
  • Desembarque antes da arrebentação em Lopes Mendes. Foi preciso muita experiência para surfar os “marolões” sem molhar os equipamentos e mochilas. Ainda voltamos para ajudar os demais passageiros.
  • Escorregão da Gleidys no Costão do Demo. Nunca relaxe quando está próximo de concluir uma tarefa. Conclua primeiro e depois relaxe.
Segurança Sem qualquer anotação neste quesito. Estávamos no ano de 2000.
Farmácia

Só usamos repelente e curativos para bolhas produzidas pela sandália de caminhada. Resolvido com o uso de uma meia.

Animais Vimos muitos lagartos, 1 camaleão, alguns macacos (não sei a espécie), 1 cobra fugindo e 1.000.000.000.000.000 de cigarras.
Chuva Somente um dia de chuva, durante o anoitecer. Sol o tempo todo.

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