Camping Parque Termas Del Arapey - Uruguai

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janeiro/2016 – Seguindo as sugestões de muitos amigos, nossa primeira parada no Uruguai foi nas Termas Del Arapey. Conhecida pelas suas águas termais, com temperaturas em torno de 42 graus. A estrutura conta com hotéis de 5 e 4 estrelas, várias piscinas termais, restaurantes, lojas, bares e camping. Passamos dois dias por lá. […]

Resumo do deslocamento: deixamos Gramado/RS (15/01), com destino à Santana do Livramento, por onde pensávamos em entrar no Uruguai. Conversando com colegas, fomos orientados a entrar por Uruguaiana, já que as estradas secundárias (Ruta 26) no Uruguai estavam muito ruins. Por Uruguaiana, rodaríamos somente na Ruta 3. Fizemos então uma parada para descanso em São Gabriel/RS, deixando a segunda perna (480kms) e a entrada no Uruguai pousada-nonna-maria-sao-gabriel-rspara o dia seguinte(16/01).

Em São Gabriel, pernoitamos na hospitaleira Pousada Nonna Maria, que nos cedeu uma vaga no gramado ao lado do prédio, com água e luz. À noite saboreamos as ótimas pizzas da pizzaria de mesmo nome.

De manhã, partimos para Uruguaiana/RS, onde faríamos a Carta Verde, necessária para rodar dentro do Uruguai. Chegamos no Sábado, por volta das 11:30h em Uruguaiana. Não conseguimos obter a Carta Verde. Todos os possíveis locais para obtenção, já estavam fechados. Depois de conversar com várias pessoas, fomos informados que não está sendo exigida a Carta Verde na fronteira. Abastecemos o carro com o diesel S-10 (R$3,12/litro) e seguimos viagem. Se fosse necessário, retornaríamos no prifredy-na-aduana-uruguaiameiro dia útil, para conseguir a tal Carta Verde. Rodamos até Barra do Quaraí, de onde atravessamos o rio de mesmo nome, entrando no Uruguai. Eis que, na fronteira, só nos foram solicitados os documentos pessoais (RG atualizado), documentos do carro e o Passaporte Animal do Fredy. De fato, a Carta Verde não está sendo exigida no Uruguai, mas nada garante que isso mude a qualquer momento. Fomos muito bem tratados pelos funcionários e mais uma vez, o Fredy fez muito sucesso pelo inusitado de seu temperamento.

Nossa Camper não foi revistada. Nem geladeira, nem nosso estoque de comida. Jogamos forafreeshop-macanudo muito alimento, considerando a possibilidade de uma revista, que não ocorreu. Comentam que esta fronteira é bem mais light que a do Chuí. Em Bella Unión, primeira localidade após a fronteira refizemos o estoque de alimentos perecíveis. O câmbio foi de R$1,00 (real) para $7,69 (pesos). Fizemos um pit stop no Freeshop Macanudo, onde só compramos alguns vinhos.

Cumpridas todas as formalidades, viramos a proa para as Termas del Arapey, pela Ruta 3. O início da rodovia estava bem ruim. Com o passar dos quilômetros a qualidade do asfalto melhorou, até a saída para as termas. Este trecho, até a recepção é muito ruim. Chegamos ao camping Arapey no meio da tarde (16/01).

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As vagas na área de camping, são destinadas tanto a barracas quanto a VR´s. Todas são planas, contam com energia (220v), água e saída para águas servidas. Terminais de antena para TV também são oferecidos, mas em número menor que a demanda (nós conseguimos um). Toda vaga possui churrasqueira e pia, instrumentos obrigatórios para a maior paixão do campista uruguaio, seu churrasco.

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São muitas as atrações dentro do parque. O mapa à esquerda identifica todos. Para ver este mapa em alta, clique sobre a foto. Destaque positivo para o cuidado com a acessibilidade para as pessoas com necessidades especiais.

As piscinas termais são muito bem ambientadas. A água atinge temperaturas na ordem de 42ºC. Para nós, habituados com as águas geladas das nossas praias (Rio de Janeiro) e de nossas cachoeiras (Serra dos Órgãos), pareceu demasiadamente quente. Nosso tempo máximo de banho não passou de 5 minutos.

O calor de mais de 35 graus do verão uruguaio, não ajudava muito. Somado a isso, um churrasco estava em atividade, a cada 30 metros quadrados, produzindo mais cinzas e calor. Não procure uma bica de água fria, porque não vai encontrar. Para nosso deleite, a única água fria de toda Arapey estava na caixa de água de nossa Camper, resfriada durante a noite pelo ar condicionado.

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Os banheiros. Esse é o ponto fraco de todo o complexo. Deploráveis. Sujos o tempo todo, fedidos, insuficientes para a expectativa de ocupação (contamos mais de 1000 barracas), sem tampas de vaso em momento algum e com vazamentos por todo lado (afinal, água aqui parece não ser problema). Mesmo os banheiros que atendem às piscinas termais são péssimos. Não há para onde fugir. O menos ruim é o banheiro que fica dentro da sala da administração, pouco conhecido. Aliás, como vamos descobrir no decorrer da viagem dentro do Uruguai, banheiro é um problema crônico neste país.

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Abaixo, flagrantes das churrasqueiras que tanto agradam aos campistas uruguaios.

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Enquanto no Brasil acendemos nosso churrasco com carvão, aqui no Uruguai são usados fardos de lenha que são queimadas(incendiadas), produzindo chamas de mais de metro de altura, até que virem brasas. Só aí é que a carne é colocada para assar. Isso tudo num calor de mais de 37ºC, bem no meio das barracas e VR´s e uma a cada 15 metros. Nada melhor que um chá mate com água bem quente para acompanhar. oops

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Abaixo um pouco das piscinas termais, abertas 24 horas. Fizemos uso de uma delas, somente um dia e por pouco tempo. Voltamos correndo para a Camper e tomamos um banho de água fresca.

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Mais um pouco da área de camping.

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Churrascos à noite, ainda na fase da labareda.

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Além das piscinas termais, o lazer no parque é dividido entre as áreas verdes não ocupadas por barracas, restaurantes, bares e lanchonetes, caminhadas e passeios de bicicleta por trilhas que circundam o lugar e acompanham o rio Arapey.

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O complexo aceita pequenos animais. Fredy ficou bem a vontade. O Wifi é restrito à área próxima a sala da administração. Dentro do Uruguai a VIVO deixou de funcionar. A solução é adquirir um chip local (Antel). Em Colônia de Sacramento, nosso próximo destino, vamos resolver isso.

A presença de carros antigos é muito grande. Quase todos em péssimo estado, mas rodando. Difícil ver um carro mais novo, que não seja de brasileiros ou argentinos. Esse Morris Oxford, que nem o dono sabia o ano de fabricação, trouxe uma família inteira para as termas. Não resisti e pedi para dar uma volta. Nas pesquisas que fiz, a fabricação provável deste espécime abaixo é de, pasmem,1948.

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Encontramos abaixo, o casal Antônio Carlos Formiga e sua esposa Loiva, de Uruguaiana, frequentadores assíduos das termas.

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Abaixo as tarifas praticadas no complexo, considerando janeiro/2016. Valores em pesos Uruguaios. O câmbio no dia estava em $7,30 pesos para R$1,00 real.

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Para conhecer as coordenadas das etapas do deslocamento, fronteira e os atrativos nas Termas del Arapey, baixe este arquivo.kmz, e abra no Google Earth. Virando a proa para Colonia Del Sacramento.

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6 comentários:

  1. Eu sou campista a muitos anos, resido em Rosário do Sul, 1ª cidade depois de S. Gabriel. Tenho vontade de conhecer Arapey, mas penso que o melhor roteiro é Livramento/Quaraí e aí entra no Uruguai.

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    1. Olá Eloy. Nós também entramos por Quaraí, já que queríamos fazer o país de oeste a este, saindo por Chuí. Vá conhecer sim. Muito interessante Arapey. Abs e obg pela visita

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    2. Oi Carlos, como estava a estrada de Quaraí a Arapey?

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    3. Opa Rogério.

      Assim que deixamos Quaraí, a estrada estava bem ruim (20 kms +-). Foi melhorando aos poucos. Pegamos um bom trecho até a saída para as Termas. Este pedaço até o portão das Termas estava tb muito ruim. Precisa ir devagar e desviar das panelas. Em alguns casos vai cair. A solução é escolher a menos ruim. Mas nada que sugira desistir da viagem. Essa visão é da época que estivemos lá (jan/2016).
      A manutenção das estradas no Uruguai estava parada por falta de verbas. Pode ser que tenha melhorado.
      Quando voltar de lá, mande uma atualização para mim. Assim publicamos aqui um texto com sua visão mais atual.
      Grande abraço e boas estradas

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  2. Olá, estamos a caminho de Arapey e curiosos para saber como estão as estradas. Alguém tem notícias?

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    1. Olá Katia. Amigos acabaram de voltar de lá. Tudo em ordem. Divirtam-se

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