Caravanistas do norte da Europa descem para o Alentejo

Castro-Verde

dezembro/2016 – o frio está deslocando os turistas da Finlândia, Holanda, Reino Unido, Irlanda, Noruega, Dinamarca,… para o clima mais agradável da região do Alentejo, em Portugal.
A temperatura média nessa época do ano na vila de Castro Verde é de 16ºC durante o dia. O Parque de Campismo Municipal de Castro Verde recebe em média 4.500 campistas e caravanistas por ano. E pasmem..!!?? A diária de um motorcasa sai por R$13,30 mais R$9,50 por ocupante adulto, mais R$8,00 de energia (opcional). Ou seja, um casal em motorcasa paga a diária de R$40,00. Enquanto por aqui, os campings estão cobrando R$50,00 por pessoa, fora energia, na baixa temporada. Veja mais… […]

Carrancas – Minas Gerais

Marco Estrada Real

relembrando agosto/2012 - Saímos de Aiuruoca cedo, com destino final em Carrancas-MG. Decidimos rodar pela antiga Estrada Real.  Este trajeto não aparece nos programas de GPS automotivos. Imagino os motivos em razão do percurso ter sido considerado muito rústico.
O fato é que, nas minhas pesquisas, encontrei relatos diferentes, dando a este trecho da Estrada Real uma qualidade de piso muito bom. A extração de madeira de reflorestamento na região, fez com que os empresários investissem na estrada, para permitir o escoamento da produção. Veja mais… […]

Suspensão do trailer Karmann Ghia, novidades no mercado

suspensao-original-elastomerica

dezembro/2016 – Um dos motivos que nos fez abandonar nosso querido KC-380 foi o sofrimento de cada deslocamento.
Com o fim da fabricação destes modelos (1995), ficamos sem peças de reposição ou manutenção. Todos estes anos envelheceram as borrachas responsáveis pelo amortecimento.
Nosso trailer sofria muito com as vibrações e nosso carro rebocador com os solavancos refratados pela lança.
Chegamos uma vez a quase perder nosso micro-ondas que foi desaparafusando de sua base durante uns 10 kms de asfalto craquelado.
Mas enfim, parece que temos onde buscar novos eixos, sem alterar a configuração original do trailer. A opção mais viável até agora era a troca por feixe de mola, mexendo no piso e caixa de roda. Veja mais… […]

Ganhador do Sorteio do Kit Nas Estradas do Planeta

dezembro/2016 – O sorteio ocorreu hoje às 11h17m, com 130 participantes. A sorteada foi a amiga Cláudia Silva.
O filme com a rotina do sorteio pode ser visto neste link.

Pedimos a Cláudia Silva que nos envie por “inbox” ou por e-mail (nasestradasdoplaneta@gmail.com) seu endereço completo para envio do KIT. Favor informar também o tamanho da camiseta que deseja (P,M, G)

Agradecemos a todos que participaram. Logo vamos divulgar outros sorteios, sempre em agradecimento ao companheirismo de vocês pelas estradas e por onde plantamos nossos acampamentos.

DESEJAMOS A TODOS OS AMIGOS UM NATAL DE MUITA PAZ, CARINHO E SOLIDARIEDADE

Feliz Natal, muita Paz, Carinho e Solidariedade

Fredy-selfie-Natal-2016-NEP

dezembro/2016 – nosso querido Fredy trabalhou duro para conseguir finalizar sua “selfie” natalina.
Mostrando muita calma e paciência, quase achamos que não fosse dar cabo da tarefa.
Muito seletivo, nunca estava satisfeito com o resultado. Hora o clique não agradava, hora o ambiente não parecia apropriado.
Até que tudo se encaixou. Ao nosso ver faltou um sorriso mas a decisão final não estava em nossas mãos.
Admitiu somente,  uma melhora no contraste e nas cores. Esse é nosso Fredy, amigo e companheiro inseparável.

DESEJAMOS A TODOS OS AMIGOS UM NATAL DE MUITA PAZ, CARINHO E SOLIDARIEDADE

Guarapari – ES, Prado e Abrolhos – BA

partindo

relembrando setembro/2013 - Resumo da Viagem:
Partimos de Teresópolis, com destino a Guarapari-ES, onde pernoitamos no CCB-ES01. Aproveitamos para ficar mais um dia e conhecer melhor o camping e a praia de Setiba. Voltamos a estrada, com destino a Prado-BA, direto ao CCB-BA03, na Praia do Farol.
Escolhemos Prado porque nosso principal objetivo era o de visitar o Parque Nacional de Abrolhos e avistar as baleias Jubarte que visitam nossa costa de julho a novembro. Veja mais… […]

Chapada Diamantina, Lençóis, Bahia

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relembrando março/2008 – qual a imagem que representa, com mais intensidade, a Chapada Diamantina?
Morro Pai Inácio? Gruta do Poço Azul? Gruta da Fumaça? Pratinha? Cachoeira da Fumaça?
Para não ser incorreto, vamos ficar com a visão ampla e generosa do Parque Nacional da Chapada Diamantina.
Passamos incríveis 7 dias passeando por lá. A chuva nos cumprimentou na noite da chegada e na manhã da saída, deixando perfeitos todos os demais dias. Veja mais… […]

Portugal, dicas e mais dicas para quem pretende viver lá

portugal

dezembro/2016 – dentre as pesquisas que estamos fazendo, conversas com amigos, indicações de residentes, acabamos encontrando o EuroDicas.
Um site especializado em coletar e distribuir informações de forma organizada sobre o que é preciso saber e fazer para viver em alguns países da Europa. Portugal, Espanha, Itália …
Inclui o depoimento de pessoas que já trilharam o caminho de mudar para a Europa, firmando residência. Nossa proposta é de passar uns 4 anos em Portugal e de lá, abrir as portas do continente, sem o “stress” de mandar carro por navio.
No EuroDicas encontramos muita informação de qualidade. Se você tem um desejo parecido, veja mais… […]

eurodicas

Qual das perguntas a seguir você gostaria de fazer? Melhor ver todas!!!

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Campismo de qualidade em Portugal

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Multas - Quem reboca não é mais veículo leve !!!!

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dezembro/2016 – você reboca seu trailer e respeita as velocidades máximas destinadas aos veículos leves. Até ontem (dezembro/2011) você estava certo.
As coisas mudaram e você não sabia. Mesmo rebocando um 270 com seu Fiat UNO, você está na categoria de veículos pesados e deve respeitar os limites dirigidos aos caminhões.
Isso inclui até sua carreta barraca, acredite!!!
Pode parecer um absurdo, mas está valendo e muitos caravanistas estão sendo multados estradas afora. Ligue-se nisso. Veja mais… […]

Horário de Silêncio nos campings

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dezembro/2016 – estamos com as grandes festas logo na esquina do calendário. Natal, Ano Novo e a seguir o Carnaval. As áreas de campismo já estão reservando seus espaços buscando, se possível, lotação máxima.
Com isso, as chances de conflito são grandes e não muito raras. Os que enxergam o campismo como lazer, natureza, tranquilidade, paz e a tão esperada chance de se afastar do stress da vida na cidade contrapõem-se aos que entendem que o campismo é sinônimo de plena liberdade e isenção total às regras de boa vizinhança e convivência. Observe-se que as celebrações de Natal e Ano Novo, em família, nada tem em comum com as festas que viram madrugada sem limites. Eventos dessa monta devem ocorrer em espaço próprio, não no meio das barracas ou estacionamento de VR´s. Se você sabe do que estamos falando, continue a ler este artigo… […]

Sorteio KIT Nas Estradas do Planeta

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dezembro/2016 – tem sorteio rolando em nossa página no Facebook.
Celebrando os 6000 likes, estamos sorteando um KIT composto de camiseta, caneca e adesivos para nossos queridos amigos.

Passe lá, para participar clique na promoção, ou no botão abaixo. Enviaremos seu KIT sem qualquer custo. Agradecemos o carinho que recebemos todos os dias de vocês. Boa sorte, boas estradas e muitas viagens para todos.

participe

Gatos, misteriosos, independentes, amados, perseguidos…

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dezembro/2016 – Nosso Fredy, companheiro de viagens e de vida, está conosco a 6 anos. Foi nossa primeira experiência com gatos.
As pesquisas mundiais mais atuais mostram que a preferência das famílias está migrando do cão para o gato. O único país da pesquisa que aponta o cão ainda na frente, é o Brasil.
Essa tendência tem muitas causas, dentre elas a miniaturização dos espaços e os custos de manutenção do mascote.
Você já se perguntou por que o gato é tão arisco no primeiro contato com o homem? Os motivos vem de muito longe, algo em torno de milênios e milênios de perseguições violentas. Nesses 13.000 anos de convivência, o gato já passou de deus a demônio muitas vezes. Veja mais… […]

Portugal, caravanismo em foco

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dezembro/2016 – Estacionamento irregular de motorhomes e trailers na Costa Vicentina está mobilizando os parques de campismo para criação de novas leis.
No rescaldo de um “verão caótico” com milhares de autocaravanas fora dos parques, o setor alerta para a fuga fiscal de €200 milhões (R$716 milhões) e quer ter “regras claras”.
Veja mais… […]

Ilhabela – Litoral Norte Paulista

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Relembrando maio/2013 - Situada ao norte do litoral paulista, Ilhabela é uma das maiores ilhas oceânicas brasileiras em uma das mais belas regiões do País.
Separada do continente pelo canal São Sebastião, seu acesso é feito via balsa. São cerca de 42 praias com diferentes estilos.
São citadas centenas de cachoeiras plantadas numa das maiores reservas de Mata Atlântica. Veja mais… […]

Nissan Titan com a Camper Lance 650

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novembro/2016 – este conjunto conceito ficou muito, muito elegante. A Nissan TITAN, não disponível aqui no Brasil, equivale, em tamanho, à F-250 ou à DODGE RAM, pickups da categoria grande.
A Camper da foto é uma LANCE 650, fabricada em Lancaster, Califórnia pela Lance Camper Mfg. Corp., que também fabrica trailers de até 7,30 metros.
A solução, design e layout desta camper merece muitos elogios. Veja mais… […]

Ilha Grande – Angra dos Reis - RJ

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Relembrando março/2000 – Esta semana na Ilha Grande foi planejada para ser feita por trilhas e acampamentos, percorrendo toda a ilha. Fizemos uma programação baseada no circuito anti-horário, diferente do que normalmente é feito. No mapa, mais adiante no texto, está desenhado o circuito que realizamos com início e fim na Vila do Abraão.
Fica o aviso aos leitores que essa investida ocorreu no ano de 2000, quando era permitido acampar em quase toda a extensão da ilha. Hoje (2016), são poucas as áreas de camping permitidas e muitas praias estão com acesso bloqueado, em defesa do meio ambiente. Veja mais… […]

ilha-grande-circuito-trilha-1
Para obter este mapa em alta, clique aqui.

  • Vermelho – as trilhas que fizemos a pé
  • Roxo – as incursões “bate e volta” que fizemos após montar acampamento
  • Amarelo – deslocamentos embarcados
  • Magenta – acampamentos com pernoite

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Nossa estratégia previa levarmos tudo que fosse necessário, incluindo comida, para todos os dias. Não tínhamos certeza de onde poderíamos reabastecer.
Portanto, a carga foi mais do que a necessária, mesmo assim, muito bem arrumada dentro de 2 mochilas (obra da Gleidys).
De início, estávamos carregando 30 quilos cada um, que nos pareceu razoável a primeira vista. Dirigimos do Rio até Mangaratiba, onde estacionamos nosso carro em área paga, com alguma segurança incluída, muito embora tenham havido poucos casos de furtos, já que é certo que seus donos vão demorar muito para retornar. Conhecemos 4 opções para deixar o carro. Clique aqui, ligue, confira as tarifas e faça sua escolha.

Embarcamos para a travessia até a ilha, no cais de Mangaratiba. Hoje a operação é de responsabilidade da CCR. As barcas tem capacidade para até 500 passageiros, o valor da passagem atualmente (set/2016) é de R$15,00. Para saber os horários, clique aqui. Um projeto de ordenamento está em fase de licitação, que deve, à partir de janeiro/2018, cobrar pela entrada na ilha e limitar em até 500 mil visitantes ano.

primeiro-dia-ilha-grande

1º DIA – Chegamos em Abraão e fomos direto para o Camping do Palmas (amigo dos tempos do paraquedismo) que, aparentemente, não existe mais. Ali deixamos alguns itens desnecessários na trilha (chaves e documentos do carro,…).
Antes de iniciar nossa trilha, fizemos uma incursão bate-volta (6kms), para conhecer as ruínas do aqueduto e a cachoeira Feiticeira. O calor já deixou claro como seriam os dias que tínhamos pela frente. Nada mais adequado que começar com um bom banho de cachoeira.

aqueduto-ilha-grandecachoeira-veu-da-noiva-ilha-grande

Equipamos e seguimos para nosso primeiro acampamento, planejado para o lugar chamado de Saco do Céu (5,3kms). Hoje não é mais permitido acampamentos no lugar. Montamos barraca embaixo das árvores na praia de Fora. Existem outras como a da Caravela e do Amor. O lugar é rico em vida marinha e manguezais.

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Ali viviam poucos moradores tendo a pesca como meio de sobrevivência. Hoje a economia é baseada no turismo, conta com energia elétrica, pequeno mercado, escola e posto de saúde. A gastronomia também é destaque atualmente. As águas  tranquilas, garantem a presença de muitas lanchas, barcos e veleiros de todo tamanho.

praia-de-fora-saco-do-ceu-ilha-grandeencontro-rio-e-mar-saco-do-ceu-ilha-grandeamizades-saco-do-ceu-ilha-grande

Um dos grandes prazeres da Ilha Grande é o frequente encontro da água doce com a salgada. Mantendo nossa prática de deixar amigos por onde passamos, registramos a hospitalidade de D. Teresa e sua filha Olívia. Até a próxima Saco do Céu.

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2º DIA – A trilha que pegamos não é oficial.  É usada pelos locais para cruzar direto para Bananal (5,5kms), sem fazer o contorno por Freguesia de Santana. Essa situação persiste até hoje.
Em razão da pouco ou quase nenhuma marcação, você precisa estar bem atento aos detalhes. Nessa época não tínhamos GPS ou celular com navegador. A orientação foi visual e por bússola. Essa trilha tem uma elevação de 280 metros por 5,5 kms de extensão e pode ser classificada de nível médio em esforço.

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Em Bananal alugamos um barco para visitar e mergulhar na Lagoa Azul (4,6kms) e relaxar da trilha que foi um pouco tensa por conta das incertezas de rumo.

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Na volta, seguimos de barco direto para Ubatubinha (8,3kms), onde pretendíamos acampar e passar a noite. Quando lá chegamos, fomos surpreendidos com um reduto de ricos com seus lanchões. Até para conseguirmos um atendimento respeitável no restaurante foi difícil. Depois de muito aguardar por uma cerveja, percebemos que não éramos bem recebidos ali. E de fato não nos sentimos bem. acampados-em-praia-longa
Mesmo com fome e cansados, reequipamos e tocamos adiante, até Praia Longa (2kms), onde pudemos ter tranquilidade para montar nossa barraca.
Ali tivemos paz e mais uma vez, tínhamos ao nosso lado um encontro de água doce com água do mar.
A Gleidys passou a noite preocupada com a possibilidade da maré subir e nos pegar de surpresa, já que a faixa de areia era muito curta. Por mais que essa hipótese estivesse mapeada e descartada, nada aliviou sua preocupação. oops

terceiro-dia-ilha-grande

3º DIA – Partimos para nosso terceiro dia, com o trajeto bem mais reduzido por conta da furada em Ubatubinha, relatado acima.
A trilha até Praia Grande de Araçatiba (2,6kms) ficou bem pequena, o que acabou sendo muito positivo pelas razões que contamos mais adiante.
Chegando em Praia Grande fomos muito bem recebidos pelos locais. Acampamos dentro do quintal de um morador, em frente a praia, com acesso a prato feito, banheiro e bom papo.

largada-do-terceiro-dia-ilha-grande

Como estávamos bem descansados, resolvemos fazer o bate volta à Gruta do Acaiá (4,6kms). Livres de peso, tocamos para nosso destino.
Não sabíamos que a subida para a gruta era muito puxada e com o sol de quase meio dia queimando o percurso sem qualquer sombra, chegamos bem desanimados com a expectativa da volta. Mas isso era assunto para depois.
O acesso à gruta é bem estreito. Você literalmente se espreme por entre as paredes para chegar até o fundo, onde pode ver o mar, abaixo de seu nível. Muito interessante.

gruta-do-acaia-ilha-grande

A turma da claustrofobia desiste da empreitada. A sensação é mesmo estranha, num ambiente apertado e de fuga lenta (se é que me entendem). sorriso largo Alguns mais preparados e talvez, cabeças ocas, se arriscam em atravessar por baixo da fenda e sair no mar em torno de 6 metros daveleiro-aracatiba-1 tona. Nada de incrível, mas já ocorreram fatalidades por conta da ansiedade e do pavor.
Hora de pensar na volta, que já começava com a subida até a entrada da gruta. Por sorte e, com certeza simpatia, fizemos amizade com uma família que estava ali de veleiro, vindos de Angra em férias. Isso nos rendeu uma carona de volta, muito especial, até Praia Grande (5,3kms). Lamentamos muito ter perdido os nomes e a referência dessa turma tão gente fina. Só nos sobrou esta foto. Desembarcamos mesmo na água. Nossos amigos seguiram viagem para a estranha Ubatubinha.
Aproveitamos o resto do dia na praia, gastando prosa com nossos anfitriões de Araçatiba. O jantar foi de muita cerveja e peixe frito (Araçatiba é um lugar de pescadores por profissão). Dormimos no nosso quintal bem protegido. Uma chuvinha de verão veio para tirar a maresia da barraca e deixar a noite mais fresca.

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4º DIA – Partimos cedo (sempre buscando ter tempo de sobra para contornar imprevistos) com destino a Praia de Provetá (3,7kms), onde fizemos uma visita rápida.
Provetá é hoje a segunda maior comunidade da Ilha Grande. A pesca  ainda é a principal atividade econômica, mas o turismo vem assumindo a sua importância ano a ano.

vista-de-proveta-do-alto-da-trilha

largada-do-quarto-dia-ilha-grande

Na praia de 500 metros ficam ancorados os maiores barcos pesqueiros de alto mar da região. Todo o pescado é descarregado em Angra dos Reis.
Com sol alto, tocamos para Aventureiro (3,1kms). Este trecho da trilha teve uma curiosidade adicional. O volume e a quantidade de cigarras deixavam alguns pontos quase que ensurdecedores.

Com o sol nos acompanhando todos os dias, nada como chegar numa praia linda como Aventureiro e desfrutar de uma cerveja bem gelada?

tradicional-coqueiro-deitado-em-aventureiroantarctica-chegando-bem-gelada

Em 2000, ano dessa nossa expedição, podíamos acampar diretamente na praia.
E este foi mais um de nossos campings diretos na areia.
Basta uma sombrinha disponível, embaixo da amendoeira. Logo nos instalamos e nos apossamos deste lugar abençoado pela natureza. Diz-se que Aventureiro conta hoje com 100 moradores fixos. Quando lá estivemos, em 2000, eram bem menos. Uma preciosidade que merece ser preservada.

quinto-dia-ilha-grande

5º DIA – Tristes em deixar Aventureiro (merecia mais uns 2 dias), tocamos bem cedo no sentido de Parnaioca (9kms), nosso próximo destino e acampamento.
Contornamos os 600m do Costão do Demo (o nome tem origem na grande dificuldade de ser vencido com a maré alta ou ressacas) com cuidado. Estava bem lambido e escorregadio. A Gleidys relaxou no último lance de pedra e uppsss!! rindo

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Chegamos a linda Praia do Sul que é separada da Praia do Leste pelo Mangue Branco. Toda essa área é uma Reserva Biológica, que não pode mais ser acessada atualmente.
Todas as precauções objetivando proteger esse bioma são muito bem vindas. Em 2000 éramos poucos, mas já se notavam os maus hábitos alguns visitantes.
O Mangue Branco com suas águas quentes e cor coca cola, resultado da forte presença de matéria orgânica em decomposição, foi considerado em perigo, em razão da intensa e descontrolada visitação. Uma ação necessária em nome da preservação. O encontro de suas águas com o mar produz contrastes tonais e de temperatura deliciosos.

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No fim da Praia do Leste, inicia a trilha que leva à Parnaioca. Neste ponto encontramos um casal de franceses em pleno naturismo. Deixamos os dois na sua paz sensorial e subimos a trilha, pensando em comer somente no destino. A trilha, como todas, muito agradáveis de percorrer.

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Já em Parnaioca, fomos muito bem recebidos por um casal local (não temos mais os nomes), que nos arranjou um espaço para nossa barraca e ainda nos serviu um prato feito inesquecível, preparado em fogão a lenha (essa área de camping foi desmontada pelo IBAMA).

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Depois de banhos de mar e muita prosa, o cansaço dos quase 10kms de trilha do dia, pegou forte. Para quem pretende sair cedo é hora de apagar. Na foto abaixo, mais um lindo encontro de rio e mar.

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6º DIA – O planejamento inicial era de acampar em Dois Rios, ou em Lopes Mendes, mas algumas dificuldades acabaram por nos levar até Palmas. De Parnaioca a Dois Rios foram 6,8kms. Conhecemos as ruínas do presídio, sem dedicar muita atenção a um ambiente que não tem uma carga positiva de energia.

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Descemos até a praia e lá, sem atrativos que nos convencessem a ficar, decidimos tocar para Cachadaço (3,4kms) adiante, com todo o equipamento. Cachadaço é um enseada bem pequena, mas muito, muito especial, com presença constante de barcos que levam e trazem turistas.

cachadaco-ilha-grande-1cachadaco-ilha-grande-2

cachadaco-ilha-grande-3

Enquanto refrescamos decidimos o futuro de nosso dia. Achamos melhor seguir para Lopes Mendes num dos barcos. A hora já estava adiantada e a preguiça de subir a trilha de volta, muito erodida, nos convenceu. Conseguimos uma boa pechincha num barco que ainda tinha vagas e lá fomos para a praia de Lopes Mendes por água(3,4kms).

Praia Lopes Mendes - Ilha Grande

Nosso desembarque foi complicado. O barqueiro não quis atravessar a arrebentação.
Foi necessário usar nossas habilidades de cariocas para surfar os marolões sem molhar mochilas e equipamentos.

Ali, depois de apreciar a beleza do lugar, decidimos, mais uma vez, em tocar adiante até Palmas. Decisões que se baseiam em ambiente. fizemos uma avaliação dos vizinhos de acampamento que teríamos e julgamos apropriado não montar nossa tenda ali. Pelos cálculos, com mais 3kms de trilha (2 horas) chegaríamos no destino Palmas. E assim foi.

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Atravessamos a Praia do Pouso (acima) e continuamos contornando o mar até ter a vista da Praia de Palmas. Chegamos no Camping Palmas já entardecendo. Ali sim tivemos tranquilidade para montar nossa barraca, tomar um bom banho e comemorar o dia longo.

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Aliás, pouco falamos de banhos. Sempre que acampamos fora de campings (praias) ,foi possível negociar um banho. Os valores foram mínimos e muito honestos. A comida e café fizemos usando nosso fogareiro à gás. Levamos 2 refis. Gastamos um deles totalmente e o segundo voltou quase novo.

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7 e 8º DIAS – Aproveitamos que nossa barraca estava bem protegida e a estrutura de camping, para descansar na Praia de Palmas por mais um dia.
Contabilizamos nossas andanças, fizemos anotações daquilo que ainda lembrávamos e decidimos seguir para Abraão de barco, já que a trilha por terra seria mínima.
Assim poderíamos contornar o pouco de costa que ainda estava a nossa frente.

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De Palmas para a Vila de Abraão (9,3kms) saem e chegam muitos barcos. Na manhã do 8º dia, recolhemos acampamento e subimos na traineira que nos levaria para Abraão, onde havíamos  reservado nosso cantinho no camping do amigo Palmas (muita coincidência de Palmas).

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praia-de-abraao-e-os-urubus

Ficamos mais um dia em Abraão, para conhecer um pouco da vila, já que na chegada (8 dias atrás) não foi possível. A impressão de desorganização, descontrole, muito cheiro de esgoto já eram notados. A praia não era própria para banho e muito disputada com nossos amigos alados. Não sei dizer hoje, mas naquele ano de 2000, Abraão tinha a função de entrada e saída somente.

Números e Estatísticas

Trilha 49,5 quilômetros em 7 dias. Média de 7,10 kms dia. Máximo dia 13,2 kms
Navegação 30,9 quilômetros em navegação costeira.
Acampamentos 7 acampamentos, sendo 5 selvagens (areia da praia).
Problemas e furadas

De uma forma geral não passamos por dificuldades que mereçam destaque.

  • A travessia de Saco do Céu para Bananal foi estressante pela falta de marcação. A mata fechada pode levar você a andar em círculos. Aprenda a usar uma bússola. Nos ajudou muito.
  • O preconceito com mochileiros, que passamos em Ubatubinha (reduto de “vulgos” milionários e suas lanchas e do comerciante local) nos levaram a alongar em muito o planejamento de caminhada do dia.
  • Desembarque antes da arrebentação em Lopes Mendes. Foi preciso muita experiência para surfar os “marolões” sem molhar os equipamentos e mochilas. Ainda voltamos para ajudar os demais passageiros.
  • Escorregão da Gleidys no Costão do Demo. Nunca relaxe quando está próximo de concluir uma tarefa. Conclua primeiro e depois relaxe.
Segurança Sem qualquer anotação neste quesito. Estávamos no ano de 2000.
Farmácia

Só usamos repelente e curativos para bolhas produzidas pela sandália de caminhada. Resolvido com o uso de uma meia.

Animais Vimos muitos lagartos, 1 camaleão, alguns macacos (não sei a espécie), 1 cobra fugindo e 1.000.000.000.000.000 de cigarras.
Chuva Somente um dia de chuva, durante o anoitecer. Sol o tempo todo.
  • Se você está no Rio de Janeiro e quer conhecer Ilha Grande, escolha uma operadora que leve você diretamente de seu hotel, incluindo passeio marítimo, com toda tranquilidade e segurança. Veículos climatizados e saídas diárias. Veja aqui.

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