Caravanistas do norte da Europa descem para o Alentejo

Castro-Verde

dezembro/2016 – o frio está deslocando os turistas da Finlândia, Holanda, Reino Unido, Irlanda, Noruega, Dinamarca,… para o clima mais agradável da região do Alentejo, em Portugal.
A temperatura média nessa época do ano na vila de Castro Verde é de 16ºC durante o dia. O Parque de Campismo Municipal de Castro Verde recebe em média 4.500 campistas e caravanistas por ano. E pasmem..!!?? A diária de um motorcasa sai por R$13,30 mais R$9,50 por ocupante adulto, mais R$8,00 de energia (opcional). Ou seja, um casal em motorcasa paga a diária de R$40,00. Enquanto por aqui, os campings estão cobrando R$50,00 por pessoa, fora energia, na baixa temporada. Veja mais… […]

Carrancas – Minas Gerais

Marco Estrada Real

relembrando agosto/2012 - Saímos de Aiuruoca cedo, com destino final em Carrancas-MG. Decidimos rodar pela antiga Estrada Real.  Este trajeto não aparece nos programas de GPS automotivos. Imagino os motivos em razão do percurso ter sido considerado muito rústico.
O fato é que, nas minhas pesquisas, encontrei relatos diferentes, dando a este trecho da Estrada Real uma qualidade de piso muito bom. A extração de madeira de reflorestamento na região, fez com que os empresários investissem na estrada, para permitir o escoamento da produção. Veja mais… […]

Pegamos a BR-267 no sentido de Caxambu e saímos a direita em direção a Cruzília, na BR-383 ainda em asfalto. A partir de Cruzília, começa o trecho da Estrada Real até Carrancas. Todo o percurso é pontuado pelos marcos da Estrada Real. Pelas fotos, pode se ter uma ideia da ótima qualidade do piso. 

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Esqueci de comentar que nosso companheiro de viagens (Fredy) está a bordo. A estrada preserva ainda algumas Casas de Fazenda muito bonitas.

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Com pouco mais de 3 horas, já estávamos chegando a Carrancas. Vale considerar que rodamos a Estrada Real em período de seca. Acredito que em épocas de chuva, o veículo 4x4 resolve a passagem em alguns trechos de terra e areia muito macias. Se for rodar com um veículo de tração simples, considere esta condição.

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No filme a seguir, um pouco das experiências vividas neste pequeno trecho da Estrada Real.

Coordenadas marcadas na Estrada Real – Google Earth
Em Carrancas nos hospedamos na Pousada Céu e Serra. Fica um pouco fora do centrinho de Carrancas (10 minutos), num local muito agradável, também com acesso a Cachoeiras e Grutas, que veremos mais adiante. Preços bem acessíveis, chalés muito confortáveis, muito silêncio e tolerância a animais domésticos. Fomos muito bem recebidos e recomendamos. Vale uma visita ao site da pousada.

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Procurando onde ficar em Carrancas? Aproveite a caixa de pesquisa do Booking abaixo e encontre o que procura.

Booking.com

Tiramos o resto do dia para descansar e organizar as atividades para os próximos. Nosso almoço ajantarado foi no Restaurante Massaroca Bistrô – tel.: 35 9929-1289, junto a praça da Igreja Matriz. Muito bem servido e saboroso. Optamos por uma comida mineira tradicional e cerveja bem gelada. Sucesso.

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A programação do dia seguinte começava as 9:00hs. Nosso guia, de nome Oirot, já nos aguardava na Carrancas Eco Adventure, mais o casal Alexandre e Carla que nos acompanharia por este e outros passeios adiante.

Passeio as Cachoeiras da Esmeralda, Fumaça e Véu da Noiva

Voltamos na Estrada Real, por 5,5 km e saímos a direita para a Base de Apoio deste passeio. Iniciamos a subida do córrego, passando pelas 3 piscinas,

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em direção a Cachoeira das Esmeraldas, subindo o leito de pedra acima.

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Até chegar ao nosso objetivo principal. A cor do lago já batiza a cachoeira.

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Aos corajosos o prazer do banho.

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Retornamos a Estrada Real no sentido de Carrancas e saímos a esquerda, para o complexo da Cachoeira da Fumaça e Véu da Noiva. Deixamos o carro praticamente na base da Cachoeira da Fumaça, alimentada pelo Ribeirão Carrancas.

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Seguindo o leito do rio, acessamos a Fumacinha.

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Continuando a trilha, chegamos a Cachoeira Véu da Noiva. Um conjunto interessante de degraus, queda acima.

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Subimos a trilha para observar as cachoeiras de cima.

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O volume de água nesta época é pouco, tirando parte da beleza das quedas, mas também permite enxergar e trilhar caminhos alternativos muito belos.

Abaixo um pouco das flores deste rico bioma.

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Um pequeno filme deste passeio.


O almoço ajantarado deste dia foi no Adobe, também na praça da Igreja Matriz. Foi sugestão de nosso guia e do casal que nos acompanhava. Confesso que era muito “Gourmet” para o nosso gosto, se é que me entendem.

Coordenadas marcadas deste passeio – atendendo a pedidos dos proprietários das terras onde os atrativos estão localizados, estou retirando o arquivo das coordenadas. Lamento.

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Os atrativos do terceiro dia foram as Cachoeiras da Zilda 1 e Zilda 2.

Normalmente estes passeios são feitos em 2 dias, mas conseguimos com nosso guia juntá-los. Tínhamos só mais um dia disponível e já estava programado o passeio 4x4 para as Broas.
Chegamos ao complexo da Zilda em torno de 9:30 e partimos para o circuito da Zilda 2, mais longo (7 km) e mais distante da base de apoio. Hora em trilha pelo campo, hora subindo o leito do Rio Capivari, fomos cruzando belos poços e cachoeiras. Abaixo a Cachoeira e Poço do Saci.

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Seguindo rio acima entre as paredes altas que protegem o curso d´água.

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Até chegarmos a Cachoeira dos Anjos

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Racha da Zilda e Poço Sonrisal.

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O Poço Sonrisal é alcançado entrando-se na Racha da Zilda. Sugere-se o uso de roupa de neoprene, em função do longo tempo de contato com a água fria. O uso de cordas de segurança é apropriado.
Seguindo nossa trilha, observamos outras belas representantes do cerrado.

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Rio acima encontramos uma toca em uso, de prováveis ariranhas ou lontras.

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Trilha acima,

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Chegamos a bela Cachoeira das Onças

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Neste ponto concluímos o trecho Zilda 2 e iniciamos a volta, para fazer o trecho da Zilda 1.  O filme abaixo mostra um pouco desta parte do passeio.

Este trecho (4 km), bem menor, nos leva a Cachoeira do Escorrega, que ninguém escorregou, por conta da água muito fria.

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Na sequência, chegamos a Cachoeira do Índio.

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E depois chegamos a Cachoeira da Zilda Principal.

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Continuando no leito do rio, vamos chegar a Cachoeira da Proa, com sua incrível formação rochosa. O nome tem por base a pedra que lembra a proa de um navio. Tente relaxar a mente e procure a proa nas fotos abaixo.

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Nosso último compromisso de hoje foram as pinturas rupestres, agora devidamente protegidas dos turistas, que já fizeram sumir grande parte deste tesouro.

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Você deve estar curioso com o nome Zilda. Segundo conta a lenda, Zilda era o nome da filha de Carrancas, e uma das mais belas jovens da região, que nos finais de tarde era vista se banhando nua nas águas das cachoeiras. Daí surgem capítulos de amor, desilusão, juras e promessas dignas de novelas globais, que aliás, filma e grava muito em Carrancas. Uma boa fonte de informação sobre Carrancas está em www.carrancas.com.br.

A propósito,  porque o nome Carrancas?

A denominação pode até ser grosseira, mas carranca é uma escultura de madeira em forma humana ou animal, com uma expressão agressiva ou assustadora. Quando surgiu, era utilizada na proa das embarcações que navegavam pelo Rio São Francisco, transportando mercadorias às populações ribeirinhas. O objetivo era chamar a atenção das pessoas.

Com o tempo, esses povoados deram às carrancas, características místicas de espantar os maus espíritos, e essa atribuição tornou-se uma famosa manifestação cultural, proliferando-se por todo o Brasil. Hoje é arte popular, vendida em feiras e lojas de artesanato.
Este nome caiu como uma luva para uma cidade do interior de Minas Gerais, chamada Carrancas. Devido à diversidade natural e às inúmeras cachoeiras com águas cristalinas, qualquer pessoa que chega no local carregada de más energias, sai de lá com a alma purificada.
Não há vibração negativa que resista a força contagiante da região.

Abaixo um pequeno filme desta segunda parte do passeio.

O tempo total de caminhada foi de aproximadamente 8 horas. Por conta do cansaço, esta noite encomendamos uma pizza delivery da Pizzaria do Betão – tel.: 35 3327-1307. Foram excepcionais. Não tinham cerveja Itaipava. Rodaram Carrancas e apareceram trazendo 4 garrafas ultra geladas. Um cuidado inesperado e muito bem vindo.

Coordenadas marcadas deste passeio em – atendendo a pedidos dos proprietários das terras onde os atrativos estão localizados, estou retirando o arquivo das coordenadas. Lamento.

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O quarto dia foi dedicado ao passeio 4x4 para as Broas.
As broas são formações rochosas que tem este nome por lembrar as broas de padaria.

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Para acessar estes campos de altitude, é necessário usar veículos 4x4. Acompanhados do guia Oirot e pelos amigos Alexandre e Carla, ligamos a tração e tocamos pra cima.
Abaixo o Rio Capivari, bem próximo de sua nascente.

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Deixamos o carro e seguimos a pé até a Cachoeira do Pulo.

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Cruzamos o Rio Capivari e seguimos subindo, com destino a Cachoeira das Broas.

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Rodamos até atingir o ponto mais alto do passeio, com a bela vista de toda a Chapada, tendo de um lado a Chapada dos Perdizes e do outro a Serra das Broas.

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  No filme abaixo, um pouco mais deste passeio.

Coordenadas marcadas deste passeio – atendendo a pedidos dos proprietários das terras onde os atrativos estão localizados, estou retirando o arquivo das coordenadas. Lamento.

separador Reservamos o resto do dia para conhecer também os atrativos anexos a nossa Pousada.
A Cachoeira do Moinho, com o privilégio de sermos guiados pelos mais recentes colegas. Guias especializados de 4 patas.

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E a Gruta Encantada

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Abaixo, um interessante contraste de gerações de 4x4. rsrssss

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A bacia hidrográfica que alimenta todo este manancial é conhecida como Alto do Rio Grande.
Jantamos esta noite no
Restaurante Roda Viva, padrão self service, muito bom. A julgar pelos mosaicos de fotos nas paredes, hospeda todos as locações da Globo feitas em Carrancas.
Coordenadas marcadas destes pontos –
Google Earth

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Como pontos de destaque nesta viagem, gostaria de enfatizar o ótimo trabalho desenvolvido pelo guia Oirot, proprietário da Carrancas Eco Adventure. Foi preciso nos horários, mostrou-se conhecedor profundo dos atrativos de Carrancas. Muito cuidadoso e profissional ao lidar com os obstáculos naturais que seus clientes deveriam superar. Nós recomendamos.

A pousada Céu e Serra também foi destaque, pela paz, tranquilidade e serviço oferecidos, e a cidade de Carrancas, que merece uma outra visita.

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